TRAGÉDIA TIRA A VIDA DE CANTOR SERTANEJO
A VIAGEM QUE NÃO CHEGOU AO FIM.
“Quando a Estrada Silenciou a Voz: A Despedida de Mauri Lima”
A tarde de domingo, 7 de dezembro de 2025, ficará marcada para sempre na memória da música sertaneja brasileira. Um retorno aparentemente comum, após uma rotina intensa de shows, transformou-se em uma tragédia que arrancou a vida do cantor Mauri Lima, aos 55 anos, deixando o país inteiro consternado. Reconhecido pela longa parceria com o irmão Maurício, na dupla Maurício & Mauri, e também como parte da família musical de Chitãozinho e Xororó, o artista teve sua história interrompida em um grave acidente na BR-116, no trecho de Miracatu (SP).
A tragédia ganhou repercussão imediata, não apenas pela fatalidade, mas pelo contexto profundamente humano que a cercou: a presença de familiares dentro da van, o testemunho do próprio filho, os feridos, a hipótese de um mal-súbito do motorista e o impacto emocional que tomou conta do país. Este texto reúne de forma ampla e detalhada o que se sabe sobre o acidente, a trajetória de Mauri, a dor da família e a comoção que uniu fãs e artistas em um único sentimento: luto.
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1. A viagem que não chegou ao destino
Era início da tarde quando a van da equipe deixou Curitiba (PR) rumo ao interior paulista. A dupla havia realizado um show na noite anterior, encerrando a agenda do final de semana. Para quem vive da estrada, esse cenário é comum: longas distâncias, sono acumulado, tempo apertado, estradas cheias. Na van estavam dez pessoas: o motorista e nove passageiros, incluindo Mauri, seu irmão Maurício e o filho de Mauri.
O grupo seguia pela BR-116, mais precisamente pelo trecho conhecido como Régis Bittencourt, uma parte historicamente complicada da rodovia. Por volta das 14h30–14h40, ao se aproximarem do km 372/373, ocorreu o que mudaria tudo: a van perdeu o controle e colidiu violentamente com um caminhão parado no acostamento. A força da batida também envolveu uma caminhonete que transitava pelo local. O impacto foi tão severo que a parte frontal da van ficou completamente destruída.
Dentro do veículo, o caos tomou conta. Parte dos ocupantes ficou presa entre as ferragens, outros sofreram ferimentos moderados e alguns, ainda em choque, caminharam para fora do veículo sem saber exatamente o que estava acontecendo. Em poucos minutos, equipes de resgate chegaram para realizar os primeiros atendimentos, controlar o trânsito e iniciar os procedimentos de emergência.
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2. A possível causa: um apagão ao volante
Relatos iniciais apontam que o motorista teria sofrido um mal-súbito — popularmente chamado de “apagão” — segundos antes da colisão. Essa perda súbita de consciência teria impedido qualquer reação para desviar ou frear a van. Apesar dessa versão ter ganhado força entre os sobreviventes, ela ainda está sob investigação formal.
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